Português vence prémio de melhor compositor nos “World Entertainment Awards”

Segundo André Barros, a distinção é consequência “do trabalho de composição que foi escutado pelo júri, de entre o qual algumas das bandas sonoras que tenho composto ao longo destes últimos 12 anos e ainda parte do meu trabalho a solo”

O português André Barros recebeu o prémio para Melhor Compositor nos “World Entertainment Awards”, evento anual dedicado à música independente, que acontece em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos da América.

O troféu foi entregue em cerimónia realizada no dia 31 de janeiro e, segundo André Barros, a distinção é consequência “do trabalho de composição que foi escutado pelo júri, de entre o qual algumas das bandas sonoras que tenho composto ao longo destes últimos 12 anos e ainda parte do meu trabalho a solo”.

O compositor, natural da Marinha Grande, no distrito de Leiria, admite à agência Lusa estar “perfeitamente consciente da inerente subjetividade de qualquer atribuição de prémios nas indústrias artísticas”, como é o caso dos “World Entertainment Awards”.

Contudo, “animicamente, é sempre maravilhoso também”, admite, até porque o galardão “ajuda-nos imenso enquanto ferramenta de partilha para os nossos agentes e ‘publishers’”, facilitando o acesso “aos clientes deste universo audiovisual: realizadores, produtoras, estúdios”.

Após a cerimónia em Beverly Hills, André Barros acredita que a visibilidade do seu trabalho vai crescer, além de lá ter sido possível “criar redes de contactos e conhecer, pessoalmente, novos compositores e expandir horizontes”.

Os “World Entertainment Awards” funcionam por análise do júri em duas fases, após submissão pelos próprios artistas, e acontecem imediatamente antes da cerimónia dos Grammys.

Desde 2013, André Barros lançou seis álbuns a solo, o mais recente intitulado “Vivid”, de 2021. Também tem criado música para curtas e longas-metragens, em colaborações com realizadores de vários países, como os Estados Unidos da América, Índia, Japão, Espanha, Alemanha, Islândia ou Escócia, e fez música para a peça de teatro “Desumanização”, do Teatro Art’Imagem. Produz ainda para anúncios televisivos e ‘online’ de marcas de todo o mundo. 

O mais recente lançamento é o disco “Intimate landscapes”, criado para as editoras SaraoMusic e Universal Production Music, e constituído por “música para ser sincronizada em projetos audiovisuais”.

Atualmente, André Barros tem vários projetos em curso. Em Portugal, um “é a banda sonora original que estou a compor para o filme sobre o astronauta dinamarquês Andreas Mogensen”, que “faz parte de um projeto maior chamado ‘O sentido da vida’, do realizador Miguel Gonçalves Mendes, produzido por Fernando Meirelles, realizador da cidade de Deus”.

Outro é a banda sonora, recentemente terminada, para a longa-metragem documental “Disposable Humanity”, do norte-americano Cameron Mitchell, sobre o programa “Ação T4”.

O filme aborda o plano nazi que consistia em eliminar pessoas com deficiências físicas e mentais, consideradas inúteis pelo regime. A estreia está anunciada para o Slamdance Film Festival, em Los Angeles, durante este mês de fevereiro.

Finalmente apareceu: vencedor do Euromilhões já reclamou prémio de 100 milhões

Mundo

O vencedor do primeiro prémio do Euromilhões, sorteado precisamente há duas semanas, ainda não se apresentado para o reclamar o valor do jackpot de quase 100 milhões de euros.

Horacio Villalobos

Na quinta-feira o mistério foi desfeito. A Allwyn, operadora responsável por explorar os jogos sociais naquele país, revelou que o feliz contemplado finalmente reclamou o seu prémio.

Andy Carter, da Allwyn, referiu que o vencedor será apoiado durante o processo para que possa aproveitar a vitória o mais rápido possível.

“É uma notícia absolutamente incrível. Estamos muito felizes que este prémio de fazer cair o queixo já tenha sido reivindicado”, disse o consultor de vencedores, citado pela Sky News.

“Agora vamos nos concentrar em dar apoio ao vencedor durante todo o processo para que possa começar a aproveitar a sua vitória o mais rápido possível”, rematou.

Foi revelado no mês passado que alguém tinha vencido o grande prémio, mas foram precisos 13 dias para que o vencedor se apresentasse nas entidades competentes.

Primeiros prémios ‘gostam’ do Reino Unido

Este prémio não foi o único a ‘voar’ para o Reino Unido nos últimos tempos.

No mês passado, um portador de bilhete com a chave vencedora ganhou cerca de 140 milhões de euros no sorteio do Euromilhões, tornando-se mais rico que a cantora Dua Lipa, cuja fortuna está estimada em quase 125 milhões milhões.

O vencedor, que preferiu permanecer no anonimato, conquistou o terceiro maior prémio de todos os tempos da Loteria Nacional britânica.

O maior prémio do Euromilhões no Reino Unido saiu em 2022, quando um único portador do boletim vencedor ganhou mais de 233 milhões de euros.

Kanye West continua nas bocas no mundo (e não por bons motivos): “Não tenho respeito por qualquer pessoa viva”

Cultura

As atitudes de Kanye West continuam a gerar polémica e a ser dos temas mais falados nas redes socias. Desta vez, o rapper norte-americano decidiu parar o trânsito na Califórnia para a mulher, Bianca Censori, tirar fotografias no meio da estrada. Nas últimas horas, aumentou a atividade na rede social X com linguagem obscena e mensagens alarmates.

Evan Agostini

As atitudes de Kanye West continuam a gerar polémica. Esta sexta-feira aumentou a atividade na rede social X e não poupou ninguém. Partilhou diversas mensagens alarmantes sobre Hitler e o regime nazi e respondeu aos críticos relativamente às polémicas dos Grammy. 

Numa das várias publicações, escreveu que “tem domínio” sobre a mulher, mas que a decisão da polémica escolha do vestido transparente, usado Bianca Censori na cerimónia, foi dela. 

“Eu tenho domínio sobre a minha mulher (…) Ela está com um bilionário, porque haveria de ouvir algum de vocês, um bando de falhados? Dizem que o look do tapete vermelho foi decisão dela. Sim, eu não a obrigo a fazer nada que ela não queira, mas, definitivamente, ela não teria conseguido sem a minha aprovação, seus idiotas manipulados pelo sistema woke, escreveu. 

O artista norte-americano recordou que a Bianca Censori se veste assim “há dois anos” e acusou “qualquer pessoa que disse que o look da minha mulher nos Grammys foi uma jogada de marketing” de ser “burra e muito básica”

“Essas invejosas gostavam de ter a coragem dela, o corpo dela, a plataforma dela, o acesso ao dinheiro e um marido que apoia a sua expressão pessoal. Muita coisa teve de se alinhar para que este momento acontecesse”, escreve.

Mas não se ficou por aí…

Nas publicações, que parecem ter sido disparadas para todos os lados, disse “não ter qualquer respeito ou empatia por qualquer pessoa viva” e que vai “tornar tão normal falar no Hitler como tornaram normal falar sobre matar negros”.

Daí, passou para os comentários antissemitas: “Alguns dos meus melhores amigos são judeus e não confio em nenhum deles”, escreveu, acrescentando mais tarde que “não sabe o que significa antisemita” e que a expressão é “só uma treta que os judeus inventaram para proteger as suas tretas”.

Seguiram-se vários outros temas, quase todos polémicos, onde o rapper norte-americano defendeu o rapper Ty Dolla $ign, elogiou Elon Musk e pediu a libertação de Diddy”.

Rapper parou o trânsito para uma sessão fotográfica à namorada

Das redes sociais para a rua, o rapper norte-americano, que esta semana revelou ter sido diagnosticado com autismo, decidiu parar o trânsito na Califórnia para a mulher, Bianca Censori, tirar fotografias no meio da estrada.

As novas polémicas surgem após a noite dos Grammys, no passado domingo, onde apareceu, na passadeira vermelha, ao lado da mulher seminua. Kanye West é muito reconhecido na indústria da música mas, ultimamente, são as atitudes controversas do rapper que geram notícia.

“Ainda estou aqui” é (há três semanas) o filme mais visto em Portugal

Cultura

“Ainda estou aqui” estreou-se nos cinemas portugueses a 16 de janeiro e tem sido um sucesso em todo o país. O filme soma três nomeações para os Óscares, um feito inédito para o cinema brasileiro. Fernanda Torres concorre a Melhor Atriz Principal.

Sony Pictures

O filme brasileiro “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, liderou pela terceira semana consecutiva a exibição nas salas de cinema em Portugal e soma 179.611 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

“Ainda estou aqui” estreou-se nos cinemas portugueses a 16 de janeiro e desde então tem tido uma média semanal de 59.000 espectadores em cerca de 80 salas.

Os dados coligidos pelo ICA desde 16 de janeiro até à quarta-feira passada indicam 179.611 entradas e 1,1 milhões de euros de receita de bilheteira.

Filme relata repressão na ditadura

Gareth Cattermole / GettyImages

“Ainda estou aqui” é um filme de época de pendor biográfico, sobre uma família brasileira atingida pela repressão e pela tortura do período da ditadura militar no Brasil (1964-1985).

O filme relembra a história do ex-deputado Rubens Paiva, que foi preso, torturado e morto pela ditadura brasileira em 1971, e da mulher, a ativista e advogada Eunice Paiva, que teve de retomar sozinha a vida familiar, com os filhos, e que tentou reclamar justiça pela morte do marido, cujo corpo nunca foi encontrado.

Os papéis principais são interpretados por Fernanda Torres e Selton Mello.

“Ainda estou aqui” baseia-se no livro homónimo, de memórias, do escritor Marcelo Rubens Paiva, filho de ambos, relatando não só a repressão e os atos de tortura sofridos pelo pai, como também a capacidade de superação e resistência da mãe até ao final da vida.

Sucesso chega aos Óscares

O filme, no qual entra ainda a atriz Fernanda Montenegro, soma três nomeações para os Óscares, um feito inédito para o cinema brasileiro, sendo candidato nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, em língua não inglesa, e Melhor Atriz Principal, pela prestação de Fernanda Torres.

Por este filme, a atriz brasileira já venceu um Globo de Ouro de Melhor Interpretação em Drama.

No Brasil, “Ainda Estou Aqui” estreou-se em novembro e soma mais de 3,8 milhões de espectadores e 14,3 milhões de euros de receita.

Citando dados da Agência Nacional do Cinema, a imprensa brasileira diz que “Ainda estou aqui” é o quinto filme com maior bilheteira na história do cinema brasileiro.

Chega/Açores quer demissão da presidente do hospital de Ponta Delgada

O Chega/Açores pediu esta sexta-feira a demissão da presidente do conselho de administração do hospital de Ponta Delgada, Paula Macedo, afirmando que são “muitas as polémicas” em que está envolvida.

“O grupo parlamentar do Chega exige que o Governo Regional tome uma posição imediata e que demita Paula Macedo, atual presidente do conselho de administração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada”, refere o partido em nota de imprensa.

De acordo com aquela força política, “são muitas as polémicas envolvendo a presidente do conselho de administração do HDES, que em nada dignificam o bom nome da saúde na região e até do próprio Governo Regional, que deve estar acima de qualquer suspeita”.

O Chega refere que veio a público que Paula Macedo estava autorizada a acumular funções no serviço público, onde exerce o cargo de diretora clínica e de presidente do conselho de administração do HDES, e no setor privado”, com o Governo Regional a dizer que havia pareceres jurídicos que permitiam esta acumulação de funções.

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O partido alega, por outro lado, sem citar a fonte, que a empresa que assinou dois contratos com a Direção Regional da Saúde para equipar o novo hospital modular “com o fornecimento e montagem de uma solução integrada de terapia de infusão e para o fornecimento e montagem de torres de videocirúrgica/laparoscopia, totalizando 853 mil euros em ajustes diretos, tem ligações familiares a Paula Macedo”.

Entretanto, o deputado único da IL/Açores, Nuno Barata, requereu na quinta-feira, no parlamento dos Açores, que o Governo Regional disponibilize as cópias integrais dos documentos jurídicos que fundamentam “a alegada legalidade” da acumulação de funções, públicas e privadas, de Paula Macedo.

O deputado diz que a acumulação de funções públicas com privadas, “segundo foi noticiado e não desmentido, foi autorizada pelo próprio conselho de administração do Hospital de Ponta Delgada, a 20 de novembro de 2024”, altura em que Paula Macedo “já integrava, na qualidade de presidente e de diretora clínica, o próprio conselho de administração”.

“Quando confrontado com tal possível ilegalidade, o presidente do Governo Regional afirmou, em declarações à RTP/Açores, que sobre este caso ‘foi um estudo feito para garantir que a resolução que o Conselho do Governo assumiu para (…) o quadro atual fosse o que é’”.

Num parecer dos juristas da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, a que a Lusa teve acesso, refere-se que o artigo 23.º do Estatuto do Serviço Regional da Saúde, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 28/99/A, de 31 de julho, na sua redação atual prevê, no que se refere a incompatibilidades, que “aos profissionais dos quadros do SRS é permitido, nos termos da lei, o exercício de atividade privada”.

“Em qualquer caso, o exercício de atividade fora do SRS ocorrerá em observância dos princípios da compatibilidade de horário, do não comprometimento da isenção e da imparcialidade do funcionário ou agente e da inexistência de prejuízo efetivo para o interesse público”, adianta-se no parecer.

Já o parecer do Centro de Consulta e Estudos Jurídicos do Governo dos Açores, a que a Lusa também teve acesso, esclarece que aos membros do conselho de administração “aplica-se o regime previsto no Estatuto do Gestor Público Regional, sem prejuízo do disposto no artigo 23.º do Estatuto do Serviço Regional de Saúde”.

Assim, “aos profissionais dos quadros do SRS é permitido, nos termos da lei, o exercício de atividade privada”.

O parecer sublinha que, “em qualquer caso, o exercício de atividade fora do SRS ocorrerá em observância dos princípios da compatibilidade de horário, do não comprometimento da isenção e da imparcialidade do funcionário ou agente e da inexistência de prejuízo efetivo para o interesse público”.

Organização Mundial de Saúde? “Afuera!”

O olhar de José Manuel Fernandes e Helena Matos para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.